segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Córrego e as possibilidades
Para mim, aquilo no chão do trem era suco de morango (ou melhor, de framboesa). Uma mulher ao lado me disse com toda a convicção do mundo que o líquido espesso era sangue. E, analisando melhor, havia umas "esponjinhas" (nojento!) em meio à sujeirada debaixo do banco. Aí eu pensei: "caramba! ela tem razão! é sangue mesmo! ela tem cara de médica. ah, deve ser médica".
A fim de conversar, eu acrescentei que alguém devia ter se machucado feio. Prontamente, ela negou minha hipótese e fez sinal de que tudo aquilo havia sido expelido pela boca. Seguiu-se minha cara de espanto.
Por fim, a médica apontou umas manchas no chão (que estavam relativamente distantes) e me disse que provavelmente a pessoa havia caminhado enquanto sangrava. Olhei para os registros já secos no chão e me surpreendi mais uma vez: além de médica, ela era perita criminal.
Sensacional!
01.02.12
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
R&J de Shakespeare: Quatro garotos, na pele de Romeu e Julieta
Pessoal, agora faço parte da equipe do FalaCultura, um site bem bacana dedicado a tudo o que está relacionado ao vasto campo das artes: teatro, cinema, exposições, fotografia etc.
Fiz minha estreia com um texto sobre a peça "R&J de Shakespeare - Juventude Interrompida", que está atualmente em cartaz no Sesc Belenzinho (SP). Espero que vocês curtam!
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Régua que vira espada. Clipes servem como brincos. Folhas de sulfite delimitam um cômodo de uma casa. Esquadros, utilizados em aulas de geometria, se tornam ótimas máscaras para um baile. Em R&J de Shakespeare – Juventude Interrompida, uma sala de aula normal dá lugar a um palco servido de objetos perfeitos à encenação.
A peça, que acaba de fazer sua estreia em São Paulo, no palco do Sesc Belenzinho, traz uma nova montagem do clássico shakespeariano Romeu e Julieta. Trata-se de uma adaptação feita pelo norte-americano Joe Calarco, trazida para o Brasil pelas mãos do diretor João Fonseca.
Continue lendo aqui.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Estou apaixonada
Música de hoje, de ontem e de amanhã:
Eu troco a roupa, eu tomo um café
Me sento sempre na janela
E a minha casa é pra onde vão meus pés
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Top 100
Eu sempre tive uma dificuldade enorme em fazer rankings. Nutro uma relação de amor e ódio com listas. Acho que até já comentei aqui.
Pois bem. O pessoal do Embrulhador fez um trabalho lindo ao reunir Os 100 melhores álbuns da música brasileira em 2011. Ainda não me conformo com o fato de Chico não se encontrar entre os 100 melhores. Bom, pelo menos, ele está na "menção honrosa", com outros 316 álbuns não escolhidos.
A "revista" é grande, mas está bem bacana!
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Agora você chegou
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| Foto: Lisa Geue |
Começou pela falta do beijo na testa. Fazia parte do ritual: sua mão deslisando pelo meu braço imóvel e um beijo suave na fronte, como quem diz que retorna logo.
Em suas várias saídas silenciosas, eu sempre permaneci acordada. Nunca consegui acreditar que você não era capaz de perceber isso. O seu toque fazia meu coração se acelerar. E, ao se levantar da cama com todo o cuidado, meus lábios tranquilamente repousados travavam uma breve luta contra o desapontamento.
Normal. Você ia. A gente se ligava quando o sol começava a se pôr - e o término dos telefonemas eram sempre em minha casa.
Confesso que nunca entendi essa sua pressa em ir embora. Mas o beijo na testa sempre me paralisou; eu o interpretava como um pedido singelo de desculpas. "Olhe, estou indo, mas a gente se fala!". Ou "Preciso ir. Te amo". Aí eu me dava conta de que o te amo surgia de minha parte.
Você se sentava e pousava os olhos em meu corpo inerte. Eu sentia o calor. Ao pegar a calça, a fivela do cinto batia no beiral da cama. Seus olhos voltavam rapidamente a mim. E eu prosseguia "dormindo". Zíper. Camiseta, meias e sapatos. Você checava as horas e demorava poucos instantes ajustando o relógio ao punho. Carteira e as chaves - do carro e de casa - no bolso esquerdo.
Você ia. Eu esperava seu telefonema. Você voltava. Os beijos em minha testa eram intervalos. Até que um dia tudo parou abruptamente.
Sem beijo. Sem despedida.
MB
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O amor segundo: Lenine
Pode ser um lapso do tempo
E a partir desse momento acabou-se solidão
Pinga gota a gota o sentimento
Que escorrega pela veia e vai bater no coração
Quando vê já foi pro pensamento
Já mexeu na sua vida, já varreu sua razão
Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido, vira o ponto de visão
Lenine é cantor, compositor e escritor brasileiro.
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O amor segundo
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