"Then one morning, you wake up -- the guy's gone, the saxophone's gone. All that's left behind is a pair of old socks and a tube of toothpaste all squeezed out."
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domingo, 22 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Da nossa constante dissimulação
"(...) Às vezes ela prefere falar em francês, sobretudo quando o assunto é sentimental."
- Osvaldo Peralva sobre a segunda mulher que o abandonou (1974)
domingo, 15 de dezembro de 2013
estou lavínia:
“eu afundaria todos os navios nesta noite, lavínia. incendiaria o porto. só pra ver o brilho das chamas refletindo nos seus olhos escuros.”
por marçal a.
domingo, 6 de outubro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Não dá. Eu vou ter que sair pra poder voltar
Me ver, me achar, no seu olhar. Pra entender o que é o gostar.
domingo, 30 de junho de 2013
Carta endereçada a você - Primeira
Escrita em 15/5/2012, não terminada, nunca enviada e esquecida por um ano nos rascunhos do e-mail.
Engraçado que essa cena parece que já aconteceu. Essa cena da carta no e-mail. Se não fosse pela última palavra (que é diferente), poderíamos dizer que o que está por vir seria o mesmo que já se passou. Mas não.
Eu sou impulsiva, apesar de cautelosa (!). Talvez não fosse preciso carta agora, mas cá estou. E essa aqui visa atender a outro objetivo daquela de há um tempo (03 de março, eu guardo as coisas.): ficar. Se a minha pressa era em 'ir', hoje eu escrevo para 'ficar'. Só que ficar é mais fácil quando duas pessoas se gostam. Difícil é ir embora, lutando contra todos os sentimentos. Meio irracional.
A carta será mais curta; um lembrete. Nem há tanto o que dizer. Na verdade, é mais por um 'olá'. Um novo encontro. Eu sempre tive medo de estragar o que era perfeito. Para mim, perfeito eram os meses ininterruptos, sem brigas e nada que alterasse o curso das coisas. Confesso que ainda aprecio isso. Só acrescentei algumas possibilidades dentro do 'perfeito'.
* Eu nem sei se era eu quem deveria falar algo (a minha visão é a do cara que termina a batalha e começa o discurso). Mas é tão bom ter vontade de falar e vir. Ainda mais quando se tem coisas boas aqui dentro. A carta da dor é com certeza mais bela, mas esta é melhor de ler.
Depois de tudo que aconteceu, eu confirmo ainda mais o fato de nós sermos *. Acredito que nós estejamos começando de novo a história. * No entanto, como eu disse em algumas das nossas conversas perdidas e trocadas por aí: "E eu acho que isso fará parte de um processo de amadurecimento seu, sabe? (...) no que diz respeito a relacionamento mesmo. E isso será bom; para sua vida toda...".
Eu realmente acredito que as coisas acontecem porque têm de acontecer. Eu sei que não foi uma atitude altruísta sua de me deixar "experimentar" a vida sem você. Rs. Mas isso tudo nos trará coisas boas.
Nós estamos começando exatamente como fizemos da primeira vez, não?! O metrô, as preocupações... Talvez tenhamos voltado ao início do filme. Apesar de termos feito tudo da melhor forma desde o começo, parece que temos a chance de fazer diferente e ainda melhor.
Agora sem segredo importante (que de alguma forma pesou muito saber após tanto tempo), com lágrimas trocadas e toda uma bagagem já vivida. É o sentimento de voltar renovado para o seu lugar? Será que é o "olhar com os olhos de quem descansou os olhos"? Você já conseguiu descansar os olhos? *
* Realmente espero que você consiga ver tudo isso. Todos os dias eu pensava que seria o "tarde demais". Ele de fato chegou em algum momento. Mas não veio por inteiro. Dói muito sentir tudo o que está se passando aqui dentro. Você sabe. Eu choro porque dói, porque é uma divisão muito grande. * Porque, se eu te amo, eu acredito. É simples assim.
Você disse que você mesmo partiu muito mais o seu coração. Nestes dois meses, nós continuamos na mesma. Porque talvez só nós dois temos a forma de cuidar um do outro. * E aí eu posso agora finalmente me gabar: eu estava certa o tempo todo. A resposta sempre está do nosso lado. *
Isso aqui para mim foi - e é - lema: "Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno".
Agora a gente recomeça algo já começado e nunca terminado. A gente retoma algo que nunca foi. Já conhecendo, mas tendo aprendido ainda mais nesse processo todo. Tudo vai se acertar.
Os * representam partes censuradas. Sendo hoje o dia de hoje, penso que pode ser publicada. Ela é bonita.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
27...
- Não conheço nenhuma menina que nem você - você disse.
- Hein?
- Eu disse que não conheço nenhuma...
- Que nem eu no quê?
(...)
- Das artes? - você sugeriu.
- Eu não sou das artes.
(...)
- Eu não sei falar. Você é diferente das garotas normais, Min. (...) Você é inteligente, você diz coisas inteligentes.
- Você não gosta do jeito que eu falo?
- É que eu nunca ouvi antes - você disse. - É tipo provar... tipo, por exemplo, uma comida apimentada ou uma coisa assim.
- Entendi.
- E aí você gosta - você disse. - Geralmente. Quando você prova, aí você não quer... não quer mais as outras meninas.
Por isso a gente acabou, de Daniel Handler.
Um livro muito interessante e divertido, mas que deixou a desejar no final.
27/06/2012.
27/06/2012.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Por favor, um copo de amor
Todos os dias, há umas semanas, eu encontro um amigo muito pontual, sempre no mesmo lugar, para conversarmos sobre a minha vida e sobre a vida dele (confesso ter sido um pouco "espaçosa" e ocupado mais o tempo dele com as minhas indagações). Esses encontros têm sido renovadores, desde o seu segundo dia. Ele não é psicólogo, mas bem que poderia ser. Acredito que agora eu me conheça mais, assim como também tenho conseguido aprofundar algumas questões a fim de encontrar respostas coerentes - mesmo que temporárias.
A verdade é que, com o passar dos dias, atingimos a fase do filosofar. Ainda falamos sobre questões pontuais nossas, mas ontem, por exemplo, divagamos pelos caminhos e meandros do amor. Com o objetivo de não me esquecer de alguns tópicos falados, tentarei relatar aqui o que ainda está em minha cabeça.
- Diante do meu desespero, ele me perguntou: "Milena, por que você acha que existe o amor?" No qual eu respondi: "para nós vivermos. A vida não existe sem o amor".
Silêncio. Ele me disse que, do ponto de vista meramente biológico, o amor existe para nos reproduzirmos. Vários hormônios indicando aquela pessoa como "A" pessoa. Pausa. Virei para ele, indignada, e disse: "é claro que eu não paro, olho para a pessoa e penso 'uou! Você seria a pessoa certa para eu me reproduzir!'". Demos risadas.
- Constatei que a minha decepção é maior do que se pensa. Na verdade, ela é diferente. Não estou decepcionada com o que aconteceu: estou decepcionada com o amor. Eu o idealizo demais. Descobri que amar por si só não basta e ações são importantes também. Na minha cabeça de romances de Jane Austen, o gostar deveria ser maior que o estar junto. "Eu te amo para a toda a vida." Mas não é assim que as coisas funcionam. E minha concepção do amor começa a mudar.
- "O amor acaba?" Eu fiz essa pergunta a ele. Rebatida com "você acha que passamos a vida inteira amando a mesma pessoa?". Não terminamos este assunto, já estava na hora da aula. Mas, sinceramente, eu gostaria que funcionasse assim. Terei outra decepção? Não sei. Ainda tenho a convicção de que posso encontrar alguém para amar a vida toda. Estou ficando um tanto confusa nas minhas crenças.
- Até o Romeu enfrentou o mundo para ficar com a Julieta. Isto é a prova de que o amor precisa de ações. E um detalhe: o Romeu enfrentou pai & mãe, o que é a coisa mais difícil desse mundo. Esta, aliás, seria a única barreira realmente complicada e até intransponível - em alguns casos. De resto, tudo é superado para os que se amam. (Talvez eu não esteja tão desiludida assim.)
- Estávamos discutindo sobre o "querer saber se o outro está bem depois de tudo". Não entrarei muito em detalhes. Aí ele fez uma analogia engraçada para mim, um tanto quanto almodovariana, que me fez viajar e dar boas risadas. A pessoa enfia uma faca no peito da outra e pergunta se "está precisando de algo?" ou "está tudo bem com você?".
- Na minha cabeça, eu consegui separar mais ou menos assim: da primeira vez foi um corte, que jorrou muito sangue e eu fiquei sentada em meio a tudo, aterrorizada com o chão tingido de vermelho; agora foi mais sério, uma faca não cortou, se alojou no meu peito profundamente. No entanto, não há sangue. Ou eu que estou limpando tudo rapidamente.
- Perguntei se a gente precisa perder para perceber que errou. Ele me disse que há algumas pessoas que conseguem perceber antes de realmente perder. No entanto, a gente sabe que a maioria só se dá conta quando não tem mais. Até o Frei Betto diz isso. Quando eu estou com esse meu amigo, ou "filosofando" com outros, sempre acabo fazendo perguntas elementares como um "por que?" ou perguntas que ninguém vai saber a resposta. Só preciso me questionar novamente. Em voz alta.
- Com essa conversa, meu amigo notou que, acima de tudo, eu amo o amor. Até contei para ele da minha visão no passado. Falei da Inês Pedrosa e do "amar em abstrato". Ele comentou que a maioria não ama o amor. Concordo com ele. Tudo se perde facilmente hoje. As pessoas terminam e terminam e se casam e terminam e namoram e terminam. Eu, entretanto, prefiro que meu próximo seja meu último. Who will be the next?
- Por fim, meu amigo refletiu sobre o que eu disse, pensou na minha visão do amor, no que ele falou e mudou de opinião. Recebi um sms que começa assim:
Meu, queria te falar uma coisa... Realmente o amor se justifica em si mesmo, realmente amar eh verbo intransitivo (...). Viu?! Estou ficando melhor que Padre Antônio Vieira! ;D
''-- Drummond me questiona se eu sou uma desiludida do amor, se eu estou desfechando tiros no peito e se eu estou me torcendo de gozo.
R: Olhe, meu coração é, sim, cheio de poesia. Mas constato que não sou uma desiludida do amor. Bom, tivemos uma pequena rusga. No entanto, já estamos nos entendendo. O tempo pode ficar nebuloso, acompanhado de um ruído ensurdecedor, mas nada muda a pequena Milena.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Da série "drafts do ano passado"
Chuck: There's a difference between a great love and the right love. I left the Empire State Building last year after two minutes when you didn't show. Louis waited all night. This is your chance at happiness. You think you shouldn't want it 'cause you've never had it and it scares you. But you deserve your fairytale.
Blair: We make our own fairytales.
Chuck: Only when we have to.
Blair: I didn't want to let you go just yet.
Chuck: Don't let anyone tell you you're not powerful. You're the most powerful woman I know.
Blair: It's taking all the power I have to walk away from you.
Chuck: I know. But I need to let you go. You need to let go.
Blair: I'll always love you.
Chuck: I will always love you.
[GG]
domingo, 31 de março de 2013
Franz a Milena ou O amor segundo: Kafka
Teu
(agora perdi até o meu nome;
foi encurtando a cada vez e agora é: Teu).
(agora perdi até o meu nome;
foi encurtando a cada vez e agora é: Teu).
domingo, 24 de março de 2013
.
Sou completamente apaixonada pelo acaso. Meu dia é marcado por sincronicidades e eu busco perceber cada uma delas. O necessário não me atrai. Eu simplesmente acredito que este tal acaso seja o mesmo que destinado, por exemplo.
Estou aqui, com você, nesta sala, comendo chocolate e vendo filmes, porque X acontecimentos casuais nos trouxeram até aqui. E se eu não tivesse me esquecido da lista de compras em casa, eu teria ido mais cedo ao supermercado. Se você não tivesse cruzado aquele semáforo amarelo, você não teria me encontrado deixando a fileira 9, de doces, biscoitos e guloseimas.
Não estaríamos aqui. Sem chocolate. Sem filme. Sem.
Milan Kundera escreveu A insustentável leveza do ser. Já na lista dos "melhores livros que já li na minha vida até agora", o autor fala sobre o acaso:
Nossa vida quotidiana é bombardeada de acasos, mais exatamente encontros fortuitos entre as pessoas e os acontecimentos - aquilo que chamamos de coincidências. Existe co-incidência quando dois acontecimentos inesperados acontecem ao mesmo tempo, quando eles se encontram (...).
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Moonrise Kingdom (2012)
Laura: I'm sorry, Walt.
Walt: It's not your fault... Which injuries are you apologizing for? Specifically.
Laura: Specifically? Whichever ones still hurt.
Walt: Half of those were self-inflicted... I hope the roof flies off, and I get sucked up into space.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A culpa é das estrelas - I
"(...) realmente deu a impressão de que estávamos de volta àquela terceira dimensão invisível, lugar que gostei muito de visitar na companhia dele."
Comentário: Uma espécie de "nosso mundo", outro plano.
13h30.
domingo, 30 de setembro de 2012
Cem quilos de ouro, Fernando Morais
"Como é que Ahmed se orientava no deserto, sem absolutamente nenhuma sinalização, rodando sobre um chão cujas marcas são lavadas pela mais frágil lufada de vento? O homem verteu a pergunta para o árabe e Ahmed perguntou se podia responder em castelhano. Sim, claro que podia. Ele me olhou com um sorriso manchado por fumo de rolo e falou apenas uma palavra: 'Destino'."
E me lembrou uma frase da Tiê:
"A minha casa é para onde vão meus pés."
domingo, 2 de setembro de 2012
Gary e a sinceridade
Em entrevista à Lola desse mês, o ator Gary Oldman fala sobre seus vilões, indicação ao Oscar e sobre a profissão em si. Eis pergunta, resposta e sinceridade:
4. Nenhuma queixa?
Alguns atores reclamam, mas reclamar do quê? Você tem uma boa vida, veste certas roupas, encena um faz de conta, e ocasionalmente você é muito bem pago para tal. Conhecemos gente interessante, viajamos... É maravilhoso, não é?
Hehehe. Nem sempre é assim, mas a imagem de fato é muito satisfatória.
sábado, 1 de setembro de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Tudo que é sólido desmancha no ar
Mas as imagens de Marx expressam também aquilo que sempre deve acompanhar todo genuíno sentido de maravilhoso: o sentido de terror. Pois esse mundo miraculoso e mágico é ainda demoníaco e aterrorizador, a girar desenfreado e fora de controle, a ameaçar e a destruir, cegamente, à medida que se move.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Eu sofro de entusiasmo crônico
Ontem, no Estadão, sobre o Meirelles:
Fernando Meirelles sofre de entusiasmo crônico. Como ele já admitiu, volta e meia é arrebatado por uma alegria que o faz ter vontade de avançar sem medir obstáculos. “Quando a onda passar, já estou comprometido e aí, às vezes, vem o arrependimento. Mas sigo em frente. Com a idade, aprendi a controlar isso e sei que, mesmo quando vem a baixa, uma hora vou pegar a onda novamente. Se num momento me entusiasmei, é porque algo ali falou com alguma parte dentro de mim. Então vale a pena ser investigada”, disse o diretor.
Eu também sofro de entusiasmo crônico.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Sensibilidade, o eu e o eu-atriz
A sensibilidade é o meu ônus e meu bônus. Sou uma pessoa emotiva. A sensibilidade me dá elementos para ser quem eu sou como atriz e, ao mesmo tempo, me dá um trabalho danado, porque me deixa demais à flor da pele.
(...)
Tem épocas em que o vento que bate na subida de uma escada me sensibiliza e eu choro. O ator acaba sendo muito fomentado por suas emoções. Geralmente, já é uma pessoa sensível, com alma de artista, e faz trabalhos em que, muitas vezes, experimenta emoções em cena que ainda não experimentou na vida. Você aprende emoções que ainda não conhece. Em outras situações, o ator ganha muito quando tem uma experiência rica de vida.
Letícia Sabatella, em entrevista à revista Lola desse mês.
Provocando identificações...
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