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segunda-feira, 16 de junho de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
O que eles me dizem - I
[Abro uma janela para bisbilhotar. O que acontece por aqui? Se eu não crio uma história, eu não vejo. E quem
disse que a ficção não é realidade?]
Os olhos se acostumam à escuridão. Mas a água toma posse do
sol para se acostumar a ele também. Hábito. Todos os dias, exatamente neste
horário, eu me posiciono aqui, exatamente neste lugar, para ver o sol, o
reflexo do sol, o calor produzido pelo sol e a dor que o sol transmite ao
sinalizar que já deve ir embora.
Os olhos se acostumam à escuridão. Eu me acostumo ao
momento. Hábito.
[Londres, le Parlement, trouée de soleil (1904) - Claude
Monet]
sábado, 21 de setembro de 2013
sensação 55 de 365
retornar ao teatro. há anos que não sei o que é viver sem atuar. posso não fazer (ainda) um curso profissional, mas a representação ocupa meus sábados (e alguns dias sortidos em outros anos) desde 2006. 2007? nunca nada se colocou acima do teatro. me refiro à dedicação, entrega e espaço em meus pensamentos.
entretanto, no ano passado muito aconteceu para que eu me desviasse nas preocupações. passei a considerar coisas que não ocupariam um milésimo da minha anima. amaldiçoei julietas, romeus, palavras escritas por mim, peça fruto do meu ser. briguei com sábados, ocupei coxia com dores e carreguei sentimentos profundos. me desvirtuei. me afastei (não com o corpo) de algo que jamais foi capaz de me impregnar de malefícios. resolvi dar atenção ao que me fazia lacrimejar.
o teatro sempre abriu em mim um poço de amor e completude. por alguma razão, contudo, eu me fechei a ele durante estes longos meses.
hoje eu voltei. a alegria foi encontrada ao dobrar o pano vermelho no término do ensaio.
domingo, 4 de agosto de 2013
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
sensação 41 de 365
quando pego um livro na biblioteca e gosto dos grifos deixados pela pessoa anterior que fez uso dele. é engraçado perceber que o anônimo se interessou pela mesma frase ou que, também, lhe despertou para algo que você não veria e, assim, não destacaria/grifaria.
exemplo concreto:
estou lendo umas anotações do zé celso e da lina bo bardi sobre o teatro oficina e passo adiante por um pedaço de texto. me deparo com um único sublinhado: “a arte inspira o social possível no meio da vida privada excluidora global.”
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Dor banal e passageira
Quem anda sempre por aqui sabe que havia uma foto de Wagner Moura, no papel de Hamlet, aí na barra lateral. Era uma pequena frase sobre ironia. Ela esteve aqui presente desde a criação deste blog. Mas, hoje, resolvi tirá-la. No entanto, senti que estava traindo Wagner.
Por uns parcos minutos pensei em colocá-la novamente. Era tão bom passar os olhos pela imagem e me recordar do dia inesquecível que foi aquela peça! Que saudade...
Ainda dou risada com os erros de Tonico Pereira (salve!) em cena. Ainda me lembro de como fiquei paralisada entre um ato e outro - olhando para o extintor na lateral do palco. O único ponto colorido de que me recordo.
Ah! E aquele burburinho sobre a Giulia Gam estar lá na plateia? Eu e mais três professoras, numa sexta-feira à noite, indo ao teatro. E a certeza de que iriam falar na segunda! Rs.
Ah, Wagner...
Existe alguma possibilidade remota de perdão?
Existe alguma possibilidade remota de perdão?
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Wagner Moura
sexta-feira, 25 de março de 2011
Na Fau - Usp
Rua Maranhão. Faculdade de Arquitetura hoje. Encontro de intelectuais e da elite paulistana. Discussões sobre a Semana de 1922. Minhas impressões ontem. Art Nouveau.
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