Lóri estava triste. Não era uma tristeza difícil. Era mais como uma tristeza de saudade. Ela estava só. Com a eternidade à sua frente e atrás dela. O humano é só.
(Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres -
Clarice Lispector)
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Às vezes uma sensação de felicidade tão grandiosa me acomete, eu vejo/sinto que ela é completa. Mas, não entendo como a tristeza consegue perfurar essa massa homogênea. Formam-se buraquinhos realmente poderosos. E eles convivem pacificamente, deixando-me confusa. Como isso acontece? Não sei se é normal. Depois a tristeza vai tomando seu caminho... Indo embora. E ficam os espaços vazios. Começo a procurar responsáveis: acho a saudade. Essa ausência que persiste e incomoda. Mas que sempre me faz questão de lembrar como tudo foi bom; como o passado é importante. Ah, e nem é necessário ser tão passado assim...
Deixando o lirismo de lado, por um instante, e contando a novidade.)