segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

R&J de Shakespeare: Quatro garotos, na pele de Romeu e Julieta


Pessoal, agora faço parte da equipe do FalaCultura, um site bem bacana dedicado a tudo o que está relacionado ao vasto campo das artes: teatro, cinema, exposições, fotografia etc.

Fiz minha estreia com um texto sobre a peça "R&J de Shakespeare - Juventude Interrompida", que está atualmente em cartaz no Sesc Belenzinho (SP). Espero que vocês curtam!

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Régua que vira espada. Clipes servem como brincos. Folhas de sulfite delimitam um cômodo de uma casa. Esquadros, utilizados em aulas de geometria, se tornam ótimas máscaras para um baile. Em R&J de Shakespeare – Juventude Interrompida, uma sala de aula normal dá lugar a um palco servido de objetos perfeitos à encenação.
A peça, que acaba de fazer sua estreia em São Paulo, no palco do Sesc Belenzinho,  traz uma nova montagem do clássico shakespeariano  Romeu e Julieta. Trata-se de uma adaptação feita pelo norte-americano Joe Calarco, trazida para o Brasil pelas mãos  do diretor João Fonseca.

Continue lendo aqui.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Estou apaixonada


Música de hoje, de ontem e de amanhã:




Eu troco a roupa, eu tomo um café
Me sento sempre na janela
E a minha casa é pra onde vão meus pés



sábado, 28 de janeiro de 2012

Top 100

Eu sempre tive uma dificuldade enorme em fazer rankings. Nutro uma relação de amor e ódio com listas. Acho que até já comentei aqui.

Pois bem. O pessoal do Embrulhador fez um trabalho lindo ao reunir Os 100 melhores álbuns da música brasileira em 2011. Ainda não me conformo com o fato de Chico não se encontrar entre os 100 melhores. Bom, pelo menos, ele está na "menção honrosa", com outros 316 álbuns não escolhidos.

A "revista" é grande, mas está bem bacana!


Open publication - Free publishing

E, no final, há um top 100 de músicas. :)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Agora você chegou

Foto: Lisa Geue

Começou pela falta do beijo na testa. Fazia parte do ritual: sua mão deslisando pelo meu braço imóvel e um beijo suave na fronte, como quem diz que retorna logo.
Em suas várias saídas silenciosas, eu sempre permaneci acordada. Nunca consegui acreditar que você não era capaz de perceber isso. O seu toque fazia meu coração se acelerar. E, ao se levantar da cama com todo o cuidado, meus lábios tranquilamente repousados travavam uma breve luta contra o desapontamento.
Normal. Você ia. A gente se ligava quando o sol começava a se pôr - e o término dos telefonemas eram sempre em minha casa.

Confesso que nunca entendi essa sua pressa em ir embora. Mas o beijo na testa sempre me paralisou; eu o interpretava como um pedido singelo de desculpas. "Olhe, estou indo, mas a gente se fala!". Ou "Preciso ir. Te amo". Aí eu me dava conta de que o te amo surgia de minha parte.

Você se sentava e pousava os olhos em meu corpo inerte. Eu sentia o calor. Ao pegar a calça, a fivela do cinto batia no beiral da cama. Seus olhos voltavam rapidamente a mim. E eu prosseguia "dormindo". Zíper. Camiseta, meias e sapatos. Você checava as horas e demorava poucos instantes ajustando o relógio ao punho. Carteira e as chaves - do carro e de casa - no bolso esquerdo.

Você ia. Eu esperava seu telefonema. Você voltava. Os beijos em minha testa eram intervalos. Até que um dia tudo parou abruptamente.
Sem beijo. Sem despedida.


MB

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O amor segundo: Lenine


Pode ser um lapso do tempo
E a partir desse momento acabou-se solidão
Pinga gota a gota o sentimento
Que escorrega pela veia e vai bater no coração
Quando vê já foi pro pensamento
Já mexeu na sua vida, já varreu sua razão
Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido, vira o ponto de visão

Lenine é cantor, compositor e escritor brasileiro.

sábado, 21 de janeiro de 2012

sensação 23 de 365

"pegaram meu bebê de mim
para me ameaçar"


rose nogueira


hoje foi um dia importantíssimo pra mim. em um passeio pela santa ifigênia, fui até a região da cracolândia com meu pai e visitei a estação pinacoteca (antigo doi-codi). pretendo ir até lá novamente o mais breve possível. não fiquei nem a metade do tempo de que gostaria.
já estava para fazer esse passeio. e, hoje, quando eu não esperava, meu pai me levou até lá.

a sensação de hoje faz parte daquelas que ficarão para sempre guardadas em mim. tive ainda o prazer de encontrar um casal de senhores bem aprumados que revisitavam o lugar onde ficaram presos na época do regime militar. mais disposta a contar histórias, a mulher comentou alguns momentos dos quais ainda se lembra daqueles dias. foi uma emoção que não pude suportar.

aquelas paredes cheias de marcas. "caio prado. estive aqui em xxx". "sou xxx. estive aqui por x dias". "pegaram meu bebê de mim para me ameaçar. rose nogueira". não há como visitar um local como esses sem se transformar ao deixá-lo. é o nosso pequeno auschwitz. é a nossa vergonha.

na última cela, há uns 15 fones disponibilizados para os visitantes. o áudio é formado por depoimentos de pessoas que foram presas. elas comentam a falta de banho de sol, a música que eles cantavam quando alguém saia, as torturas e os finais de semana, que geralmente eram os dias mais calmos - sem tortura. de repente, rose nogueira começa a falar. que vontade de chorar! a rose nogueira da outra cela! a rose nogueira que gravou seu registro em mim, da mesma forma com que o deixou na parede.
e aí, num outro momento, uma pessoa fala do sangue utilizado para escrever os nomes e as datas. eu estava pensando que era tinta vermelha? é?

antes de ir embora, sem nem ter visto tudo com a dedicação que era necessária, e me impondo o dever de voltar o mais rapidamente possível, segui em uma estreita passagem. cheguei até um corredor quase nada mais largo: o local para banho de sol. e, nas paredes, a informação de que só era permitido uma pessoa por vez, por uma hora e todos de uma cela deveriam ir para que os outros também fossem. ou seja, nem todos foram.

como dói meu coração!



Algumas ditas, outras apenas sugeridas, o vídeo brinca com as associações de palavras através de imagens. 
Tudo muito doce! Lindo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

sensação 22 de 365


muitas sensações em um segundo. muitas sensações em um dia. muitas sensações em um abraço. muitas sensações presentes em uma foto.

a de hoje é esse céu no meu namorado. momento registrado ontem através do celular - que me surpreendeu pelo resultado.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O amor segundo: Romeu

Coisa terna julgais que seja o amor? Não; muito dura: dura e brutal. E fere como espinho.


Romeu é personagem da peça "Romeu e Julieta", escrita pelo dramaturgo britânico William Shakespeare.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Tenho a religião do amor


Adéle se deixou corroer. Amou muito mais do que a sua sanidade pudesse suportar. Adéle se permitiu sofrer. Ah, essa dor do século XII...
Há pessoas que afirmam que, como várias mulheres, Adéle escolheu mal seu objeto de amor. Lamento em discordar.
Srta. Hugo amou o amor simplesmente. Ela se entregou ao sentimento produzido por ela mesma. Era o amor de uma via só. Caiu na obsessão... O vício!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Exemplos com Tiê

Quando eu estou muito triste:

 


Quando eu estou bem feliz:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

sensação 21 de 365

os estalinhos de guarda-chuvas se abrindo numa manhã fria e cinza no centro de são paulo.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O amor segundo: Carmen

O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar e que não adianta chamar se ele convém recusar. De nada valem ameaças e pedidos, dizer coisas bonitas ou se calar, se eu preferir um outro ele nada me diz, e é dele que eu gosto.
O amor é um menino cigano que nunca conheceu qualquer lei.
Se você pensa ter agarrado o amor, ele te evita, e se você pensa evitar, ele te prende.



Carmen é personagem da peça homônima do compositor Georges Bizet.

Dor banal e passageira

Quem anda sempre por aqui sabe que havia uma foto de Wagner Moura, no papel de Hamlet, aí na barra lateral. Era uma pequena frase sobre ironia. Ela esteve aqui presente desde a criação deste blog. Mas, hoje, resolvi tirá-la. No entanto, senti que estava traindo Wagner. 
Por uns parcos minutos pensei em colocá-la novamente. Era tão bom passar os olhos pela imagem e me recordar do dia inesquecível que foi aquela peça! Que saudade...

Ainda dou risada com os erros de Tonico Pereira (salve!) em cena. Ainda me lembro de como fiquei paralisada entre um ato e outro - olhando para o extintor na lateral do palco. O único ponto colorido de que me recordo.
Ah! E aquele burburinho sobre a Giulia Gam estar lá na plateia? Eu e mais três professoras, numa sexta-feira à noite, indo ao teatro. E a certeza de que iriam falar na segunda! Rs.

Ah, Wagner...
Existe alguma possibilidade remota de perdão?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Um breve comentário: Babou


Tudo bem que a filha pensa que ela é louca. Mas a Babou é tão humana. O filme se chama Copacabana e, na sinopse, está escrito que a personagem de Isabelle Huppert é apaixonada pelo Brasil. De fato ela é. No entanto, isso fica tão em segundo plano no filme. Ainda bem. Pois o Brésil retratado é aquele país gringo do carnaval e do RJ.
E a Babou é tão linda...
Fiquei feliz que tudo acabou bem entre ela e a filha! Não sabia como as duas iriam voltar a se entender. Foi lindo Babou ter ajudado o genro a recuperar o casamento. 
Ah! De todas as relações que a personagem de Isabelle estabelece, na minha opinião, a mais tocante é a com os moradores de rua. Que perfeito!
Ela perdeu o emprego por isso e eu fiquei triste - com a sensação de que Babou merecia ser recompensada! Pois ela ganhou 35 vezes mais a quantia que havia jogado no Cassino. Rsrs. Muito bom!


Copacabana, de Marc Fitoussi (França, 2010)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Amador - 2010


Um senhor de idade avançada é deixado por sua filha aos cuidados de uma jovem garota chamada Manuela. Esta é casada com Nelson, um comerciante de flores roubadas, e está esperando seu primeiro filho.
No entanto, ela decide não contar ao pai. A questão é que Manuela descobre que está grávida logo após optar por ir embora de casa. Ironia do destino. Ela então continua com o marido.

Para comprar uma geladeira e a fim de garantir o sustento de sua criança, a jovem começa a tomar conta de Amador. O velhinho é um dos primeiros a saber que Manuela será mãe em breve. Os dois discutem, conversam, ficam em silêncio. Amador toma remédios, monta quebra-cabeças e fala da vida por meio de metáforas.

Entretanto, o velho morre antes da hora; antes de completar um mês. Manuela precisa manter Amador vivo e escolhe não contar à filha.

O filme é simples e tem poucas locações. Manuela ou está em casa ou no "trabalho" - no máximo vai até à farmácia, pois continua comprando os remédios de Amador.
Talvez seja um pouco lento. Mas a história em si é bem singela. Se nos permitirmos uma leitura mais crítica, podemos relacionar a situação de Manuela a dos hospitais particulares que deixam seus pacientes em um estado de sobrevida.

Há, por outro lado, a negação da morte. Sabemos que Manuela não deixa Amador ir por causa do dinheiro que tem para receber pelo emprego. No entanto, muitas famílias, na dificuldade em lidar com a morte, insistem em manter seus entes vivos, através das roupas, dos objetos pessoais e do próprio quarto.
O que surpreende é o fato de a filha de Amador, quando retorna à casa, pedir a Manuela que "prossiga com o que tem feito", pois aquela necessita da pensão do pai.

O filme é bom. Em vários momentos, me pareceu que ele fosse cair, por meio das falas, em alguma obviedade, mas não foi o caso. Achei a história muito interessante, mas os personagens não são bem trabalhados. 
Nós conhecemos pouco de Nelson, um tiquinho de Amador - que passa metade do filme morto debaixo de um lençol -, nada da filha e quase nada de Manuela. Não há uma cena que não tenha a jovem. Ainda assim, ela é desconhecida.

O que mais me encantou realmente foi a trama. Vale a pena!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

sensação 20 de 365

aí, eu peguei um ônibus bem velho hoje. daqueles que fazem uma barulheira danada. aí, eu me estressei, pois o ranger dos metais e as batidas dos bancos estavam atrapalhando os meus pensamentos. eu, então, resolvi cantar bem alto. cantei. cantei. mudei de música. cantei de novo. ninguém me ouviu. nem o motorista; nem o cobrador.

aí, eu me senti tão livre... livre e satisfeita.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

sensação 19 de 365

clareza: encontrar o que meu pai falou ontem em um livro de filosofia. sobre estar aberta ao mundo e, acrescento aqui, nunca perder a capacidade de admiração. construtivismo ético.

domingo, 1 de janeiro de 2012

XII


Porque 2012 vai ser lindo. E eu sempre deposito os melhores sentimentos do mundo em cada início de ano. A noite da virada é uma noite igual a todas as outras, mas nós sempre a transformamos em algo mágico, especial e simbólico.
Que 2012, apenas um novo ano, seja mil vezes melhor que o anterior. Será que é possível? 2011 foi maravilhoso!
Só agradeço...


Feliz Ano Novo a todos!
Com Taty Bukai na foto.