domingo, 25 de dezembro de 2011

Domingo: Marisa

Um pouco de drama para a noite de domingo. Não bastava a música ser maravilhosa, o vídeo também é lindo - e bota mais drama aí.
Porque eu imaginava muito vermelho, mas apenas p&b ficou ótimo.
Coloca num Almodóvar isso, por favor! Com mais dois dedos de dor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Antes de se entregar, ela disse:

"O sopro quente, calmo, abraço, não me é mais agradável. Deito meu corpo neste piso em brasa. Deixo-me queimar por inteira. Dissolvo-me, repentin.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


1947. Janeiro, 24 - Reflexão matinal: Mais de metade da vida normal já se escoou. Então era isto?

Drummond

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ode a SP e uma palavra sobre Clint

Sabe o que mais me encanta em São Paulo desde adolescente? 
A sensação de que eu tenho tudo o que preciso aqui. A sensação de que minha cidade é completa. Pode ser uma coisa um tanto provinciana (lembrando de Dimenstein que li na Folha de hoje), mas eu sempre curti isso aqui.

Fico maravilhada com as opções de peças de teatro, exposições, espetáculos, mostras de cinema e até de shows que temos em São Paulo.
No CCBB, na Sé, está acontecendo uma mostra sobre Clint Eastwood. Já fui ver três filmes com meu namorado - fã inveterado do "gênio", segundo ele mesmo. 
É ótimo ver que não perdi tempo em nenhum dos vídeos! Claro que eu poderia alugá-los, mas minha relação de "filmes para ver urgentemente!!!" é enorme. Muito bom quando tudo coincide. Três filmes furaram a fila de minha lista. Três filmes entraram para os que valem a pena. 

Hoje foi dia de "Por um Punhado de Dólares"


Ps: Estou de férias! No entanto, trabalhando...
:)

Leituras de 2011

Inspirando-me no post super bacana do Fê, do ao final do inverno, venho deixar aqui algumas das minhas melhores leituras deste ano. Sempre, em dezembro, rolam aqueles posts de balanço do que passou e das expectativas para o ano que virá. Eu geralmente fujo disso. Que tal, assim, falar dos livros de 2011? E que venham todos os outros da minha lista para 2012! Rs.


1) Budapeste - Chico Buarque

Como eu estava morrendo de vontade de ler esse livro!!! Mais que "Leite Derramado"; mais que "Estorvo". Ah, Budapeste... Chico fala dele numa de suas viagens, registrada em um dvd daquela coleção maravilhosa de 2006 (Uma Palavra, Bastidores, O Futebol etc).
Chico escreveu Budapeste sem nunca ter estado antes na Hungria.

O livro é fenomenal. Quando gosto muito de alguma leitura, digo que sinto "fome". Eu realmente aprecio a visão de "comer o livro". Como se ele fosse minha única fonte vital, preciso ler e ler até acabar. E, quando finalizo um, preciso de outro.

Assim foi com Budapeste. Ele me satisfez; ainda me lembro de como li as últimas páginas. Terminei e me senti órfã.






2) Tudo o que é sólido pode derreter - Rafael Gomes

Minha faculdade é dividida por semestres. Então, os livros que li até a metade do ano parecem que foram lidos há tempos. Tudo o que é sólido pode derreter era uma das minhas expectativas em 2011. Sou fã da série, do Rafael, Mayara, Victor, do Esmir. Esse livro é como se fosse o roteiro dos episódios, sabe?!
E é fabuloso tê-lo em casa.

De leitura fácil e rápida, Tudo o que é sólido é muito divertido e me lembra demais a época do Ensino Médio.
Existem algumas diferenças se comparado à série. No entanto, há frases e trechos iguaizinhos em todos os pontos.







3) Reparação - Ian McEwan

Ai, que difícil! É muito difícil falar de "Desejo e Reparação", o filme. Ainda mais o é quando se trata do livro.
Minha lista de leituras é enorme. E existem milhares que planejo e não incluo no papelzinho. Ou seja, qual é a utilidade, então, das anotações?
Enfim, Reparação era um daqueles livros que eu tinha em mente de ler algum dia em minha vida. Mas minha amiga Marina estava na vibe do Ian e comprou. Disse que era maravilho e me emprestou.
Bom, ele me fez parar qualquer outra coisa. Larguei alguns livros da faculdade e naufraguei em Reparação.
Não tem como descrever o processo. Pelo simples fato de ter sido tudo tão avassalador e rápido. 
Uma das minhas "sensação x de 365" aqui do blog é a leitura da cena da biblioteca. Porque eu não consegui parar...  E meu corpo enrijeceu e depois estremeceu com força, como diria Ian.





4) Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios - Marçal Aquino

Quando eu comecei a escrever esse post, pensei em desisti logo de cara. Creio não ser muito boa com listagem.
No caso, o problema não era a escolha dos melhores, pois esse ano eu tive experiências muito marcantes. Fiquei me perguntando o que falaria do livro de Marçal.
Eu esperei tanto por Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios. Mas foi muito mesmo.
Li uma entrevista com Marçal na revista Continuum, do Itaú Cultural, há um tempo. E aí eu me apaixonei por esse título. Foi simples.

Não sei muito o que falar. Ele atendeu a todas as minhas expectativas e me surpreendeu de todas as formas também. Marçal é genial. Marçal é bom. Sempre penso em Lavínia... Ela é um pouco Capitu. Ela é inesquecível.
Se eu tivesse que escolher apenas um livro de 2011, seria este.






"Falamos, falamos, falamos. E mesmo assim faltou dizer tanta coisa. E escutar 
também. Ela nunca disse que me amava. Jamais ouvi de seus lindos lábios a 
sentença que pronunciei algumas vezes."



5) Livro do Desassossego - Fernando Pessoa

O risco é cair em contradição. Este livro eu comprei no início de julho quando estava em Brasília. E ele é o livro que tenho mais marcado com fitinhas coloridas. Apesar de querer protegê-lo e ter muito ciúmes, não o guardei no armário. Todos os dias eu o abro e leio alguma frase, algum texto.

O risco é cair em contradição, pois ele é tão marcante quanto o do Marçal. E eu sinto que estou traindo Bernardo Soares (o semi-heterônimo autor do livro) ao optar por Eu receberia as piores notícias como o livro de 2011.
Estou sendo cruel, pois aguardo para ler Desassossego desde o ano passado. Eu o conhecia antes de querer saber quem era Cauby ou Lavínia com seus lábios.

E, como acontece com maioria dos livros de Fernando Pessoa, no final, você sempre acha que aquele cara sabe traduzir sua alma.




Definitivamente não gosto de listas - e sou tão dependente delas! Cadê A menina que roubava livros aqui? Cadê O observador no escritório que acabo de ler? Cadê Na natureza selvagem? Primeiro amor? Conversas com Almodóvar? E... e...


A todos os livros que fizeram meu 2011, muito obrigada!

domingo, 11 de dezembro de 2011

O tempo é o mais cruel dos escultores, e trabalha no barro.

Drummond, 1951

sábado, 3 de dezembro de 2011

sensação 18 de 365

o corpo se esquentando, se contraindo e, ao mesmo tempo, ficando mole. minutos antes de começar a declamar 'a nebulosa' para uma câmera.

e no entanto era noite, em pino a lua
brilhante pelo céo se deslisava
céo e lua suaves derramando 
pálida luz, e orvalho de mistura;
(...)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

sensação 17 de 365


365 com a pessoa que você ama. :)