quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sensação 3 de 365
ler a cena da biblioteca de Atonement. e reparar como Ian McEwan foi tão certeiro com cada palavra escolhida.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
sensação 1 de 365
ligar o chuveiro na temperatura quente. entrar devagar. primeiro o pé. a água envolvendo o corpo como num abraço. por último, a cabeça. erguer os braços, como quem toca no céu. fechar os olhos. demorar.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
106
O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se o não fizerem ali?
livro do desassossego - fernando pessoa
sábado, 20 de agosto de 2011
Diário de Bordo: Brasília #9 e #10
... Brasília, 11 de julho de 2011
(Dia sem fotos. Efeito da ansiedade)
... Brasília, 12 de julho de 2011
Sempre quando vai chegando a hora de retornar, fico ansiosa e pensativa. Uma parte querendo voltar, a outra com vontade de conhecer mais. Bom, a verdade é que a tensão de arrumar tudo começa cedo. Meu voo estava marcado para terça à noite, ou seja, pela manhã dava tempo tranquilamente de organizar tudo. No entanto, na segunda eu já estava guardando o que não seria mais necessário usar. As saídas também foram mais rápidas e menores.
Na segunda-feira à tarde, fui conhecer a Universidade de Brasília (UnB). Constatei o triste fato, que se repete, infelizmente, na maioria das universidades públicas do país, do "abandono"; ou a precariedade das estruturas e manutenção. Eu fiquei tão apaixonada pelo chamado ICC - o "minhocão". É a parte mais antiga do campus. Lá ficavam todos os cursos. Depois, por falta de espaço, muitos cursos foram reorganizados em outros prédios - isso tudo ainda está acontecendo. Se me falassem "pense em uma arquitetura tão contemporânea de seu tempo", eu iria falar a do ICC. Aquilo ali é história pura.
Depois passamos rapidamente na Sociedade Teosófica, que é um tanto diferente do que eu imaginava, e à noite fui ao Teatro dos Bancários assistir ao filme "O Corte", do Costa-Gavras. Eu simplesmente adorei ir tantas vezes nesse teatro.
(Dia sem fotos. Efeito da ansiedade)
... Brasília, 12 de julho de 2011
Dia da volta. Do jeito que eu sou, teria ficado em casa o dia todo. Mas, ainda bem, não o fiz. Gorete, minha queridíssima amiga, disse que eu não poderia ir embora sem antes passar no Museu da Imprensa. Toda razão ela tinha.
Vi muita coisa bacana do início da imprensa no Brasil. Associei tudo com aulas que tive em semestres anteriores na faculdade.
Ah, e trouxe umas coisas para SP. Sem falar que no jardim tem uma prensa super antiga, muito maior que um carro e com espaço para passar por dentro. Rs.
Por último, conheci uma igreja muito importante para o Brito: Igreja Nossa Senhora de Fátima.
Todos esses posts sobre a viagem são versões "digitais" - e com mais detalhes - do que eu registrei no meu Diário de Bordo mesmo. A volta foi tranquila - tirando um pouco o atraso. A vontade de retornar a São Paulo já era imensa... ... ... ...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Conversas com Almodóvar
Em uma de suas respostas, Almodóvar comenta sobre ser ele mesmo o objeto de crítica na Espanha. Lá, em seu país, mais se fala sobre o cineasta, "o mito", do que de seus filmes. Ainda comenta que muitas vezes recebe um tratamento "hostil".
Engraçado é o fato de eu ter começado esse livro para conhecer exatamente o próprio diretor. Não sei se ele teria gostado de meu motivo.
Sou fã de seus filmes. Mesmo não tendo assistido a todos, resolvi me aventurar nessas entrevistas. Na 4ª capa do livro, diz que o "leitor terá vontade de rever os filmes aqui comentados". Até hoje vi apenas quatro de suas obras. Na primeira, me apaixonei. E com as outras não consigo me decidir qual me agrada mais.
Segui as primeiras 100 páginas. Depois, morrendo de curiosidade, pulei Mulheres à beira e Ata-me! e corri para Hable con Ella. Aí retornei veloz para Tudo sobre minha mãe. Li os pedaços que havia deixado pra trás. E estou no aguardo para Volver. Acabo. Almodóvar não segue gêneros; eu me perdi na linearidade.
Como acontece com alguns livros, eu tenho medo de acabá-lo. Tenho medo de me sentir sozinha. Porque eu simplesmente me vejo num país completamente colorido; com muitas pinceladas de vermelho.
Concordo que deva ser ainda melhor ler essas entrevistas já conhecendo todos os filmes. Percebi isso quando cheguei nos que já havia visto. É mágico! Mas é adorável ouvir opiniões, desejos, explicações imersa nesse mistério. Parece que assim mesmo descubro o autor antes da obra - se é que dá para separá-los. Ou ouço segredos atrás da cortina. Ele não o sabe.
A verdade é que nada mais leio a não ser o próprio Almodóvar.
"Afinal, o essencial é isso: sobreviver e manter a paixão."
*** Lembrando de minhas aulas de Conceitos Fundamentais, em que uma vez discutimos os tipos de entrevistas, preciso fazer um breve comentário. Frederic Strauss, crítico de cinema, fã do diretor, muitas vezes se esquece, infelizmente, de que ele não é o entrevistado. Há um certo tamanho desnecessário das perguntas. Mas a genialidade de Almodóvar - e aí entra sua simplicidade - torna tudo muito interessante e atraente.
domingo, 14 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Diário de Bordo: Brasília #8
... Brasília, 10 de julho de 2011
Ih, está acabando! Hoje já é domingo...
Minha volta estava marcada para terça-feira, dia 12, e já estávamos percebendo que muitas coisas não seriam visitadas. C'est la vie.
Sendo assim, domingo não era dia de descanso. Domingo era dia de correr!
Começamos pelo Congresso Nacional. Como estava ansiosa para visitar a sede do Legislativo! Porque eu acho tão magnífico que as duas metades da esfera parecem estar rentes ao chão quando observadas de longe. O congresso é bicameral, certo?! A semiesfera à esquerda pertence ao Senado Federal e a da direita, à Câmara dos Deputados. As torres existentes no meio são os anexos - e tem mais prédios anexos no entorno.
Há bastante coisa lá dentro para visitar. Anjo de Ceschiatti, painel de Di Cavalcanti, jardim de Burle Marx, azulejos de Athos Bulcão etc. etc. Vale muito a pena! É possível entrar durante a semana, porém, os trajes têm de ser mais sociais. Sem falar que é lotaaaado! Por isso, recomendo o que me recomendaram (rs): vá aos domingos.
09h: chegando no Congresso
Na visita, guiada, é possível entrar no plenário, sentar nas cadeiras, tirar fotos. E logo no início você pode mandar um postal para alguém. Com a ajuda excelente do Brito, consegui enviar quatro! Hehe.
Ah, também passamos pelos corredores (túneis?) que levam às comissões e anexos. (Esses corredores me lembraram muito o Ministério da Magia - HP, rs.) Tudo isso durante a semana é lotadíssimo, minha gente. São mais de 500 deputados e 80 senadores!
São 30 minutos. Na verdade, é uma passada geral pelos pontos principais. Porque é tudo muito grande e labiríntico. Adorei!
Depois da visita, andei na Praça dos Três Poderes. Rs. No primeiro dia, quando visitei o Palácio do Planalto, não vi de pertinho a Justiça, Os Candangos, o Panteão da Pátria etc.
Nesse tempinho, na Praça, ainda conheci o Espaço Lucio Costa, que eu nem sabia que existia. Apesar de pequenino, foi um dos meus lugares prediletos da capital.
JK! JK! Perto das pombas de Brasília
Sabe aquela peça que não tinha mais ingressos? Consegui, graças a minha amiga Gorete, vê-la no domingo. Chama-se "Amores difíceis". É de uns alunos da Faculdade Dulcina de Moraes, baseada em obras do escritor Italo Calvino. Foi bem bacana. Assistimos a peça no palco mesmo e a iluminação era sensacional.
Depois do teatro, conheci o Beirute, primeiro bar de Brasília. Desde de 1966! Reduto de artistas e jornalistas. Nem preciso falar o quanto adorei! Lembrou-me muito o bairro do Bom Retiro, aqui em SP.
Eu fiquei só pensando o que já não foi conversado naquelas mesas... Anos 60, 70, 80... Ai, ai.
[MB]
sábado, 6 de agosto de 2011
Diário de Bordo: Brasília #6 e #7
... Brasília, 08 de julho de 2011
... Brasília, 09 de julho de 2011
Antes de viajar, a Gorete tinha me falado dos tantos livros do Brito que eu poderia ler. Mas são muitos mesmo! Dormi numa verdadeira biblioteca - e adorei isso. Todavia, eu tinha uma cidade para desbravar (Ó, Missão Cruls!)... Os livros teriam de ser lidos à noite. Ok.
Escolhi o de Ingrid Betancourt, o maior. Na primeira página, ele já me fisgou. Na verdade, o título já havia me interessado faz muito tempo! Assim como com Clarice Lispector, os títulos têm de me fisgar.
Se deu tempo ou não de lê-lo todo, é outra história. (Não deu.) Meu sexto dia foi bem mais relax.
Pela manhã, fui na Feira do Guará - uma cidade-satélite. Lembra um pouco o Mercado de São José, em Recife.
À tarde, antes de irmos ao Teatro Dulcina de Moraes, tínhamos combinado de ir a uma festa julina da escolinha lá perto. Foi bem bacana. Eu e Gorete ficamos um pouquinho e depois fomos para casa.
Saímos para o teatro à noite. Estava com uma leve impressão de que não haveria ingressos. Exato! Chegamos e não encontramos nada - e ainda uma baita fila para desistência. Uma pena! Bom, observei um pouco da noite teatral (alternativa) de Brasília e conheci uma menina de SP.
Dia super tranquilo, para compensar os outros. Rs.
Ah! Claro que eu consegui ver a peça depois, né?! A Gorete, sabendo do meu amor louco por teatro, não iria permitir que eu fosse embora sem ver a peça! ;)
... Brasília, 09 de julho de 2011
Sábado também passou rapidinho. Pisquei e acabou o dia.
Fui conhecer a chácara do Brito em Luiziânia. É a quinta maior cidade de Goiás, mas ela é bem próxima de Brasília. Adoro viagens de carro...
Mas, olhe, que sol!!! Se eu já estava achando o clima super árido na Capital Federal, lá em Luiziânia estava pior! Deus do céu!
Almoçamos num restaurante - muito falado pela Gorete - de comida mineira e goiana. Se bem que eu acho que comi tudo mineirinho... Rs.
E pela noite já tinha o stand-up marcado no Teatro dos Bancários. Aquele que eu ganhei o ingresso, sabe?! Aqui!
Bom, foi péssimo! Rs. Que decepção... E é com o Nizo Neto, viu?! O nome é "Louco é Pouco". Não vou me estender, mas foi fraquíssimo. Infelizmente... Acho que eles vêm pra SP - ou talvez já tenham passado por aqui. Enfim.
Já em SP, coisas da viagem...
[MB]
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Um de seus últimos atos
Um de seus últimos atos foi tirar uma foto de si mesmo, de pé perto do ônibus, sob o céu do Alasca, segurando com uma das mãos seu bilhete final, a outra erguida numa despedida corajosa, beatífica. Seu rosto está horrivelmente emaciado, quase esquelético. Mas se sentiu pena de si mesmo naquelas últimas horas difíceis - porque era tão jovem, porque estava sozinho, porque seu corpo o traíra e sua vontade o abandonara -, isso não aparece na fotografia. Está sorridente e não há como se enganar com seu olhar: Chris McCandless estava em paz, sereno como um monge que se entrega a Deus.
na natureza selvagem - jon krakauer
02.08.1992 - "Vento Terrível."
Pipo
Eu chamo meu pai de Pipo. Mas esse é outro Pipo. Phillip Schumacher é fotógrafo. http://pipo.portfoliobox.net/
"I love to create surreal and magical pictures."
Pois é. Amei essa foto. :)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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