domingo, 29 de maio de 2011

Revista Pif-Paf (Anos 60)

sábado, 28 de maio de 2011

Antes d'o casamento da Lua

Vinícius by milenabuarque

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ela e a chuva estavam ocupadas em fluir com violência.

- c. l.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Marianne, Maynary, Milena...

‎"Marianne ainda era mais bela. Suas formas, conquanto não tão perfeitas como as de sua irmã no que se refere a altura, eram todavia mais atraentes, sua face era tão adorável que quando nos vulgares louvores era chamada de linda, a verdade era menos violentamente ultrajada do que em geral acontece. Sua pele era muito morena, mas dada a sua transparência e compleição eram invulgarmente brilhante; suas feições eram puras; seu sorriso doce e atraente e em seus olhos escuros e profundos havia uma vida, um espírito, uma ansiedade que não podiam ser vistos sem prazer."



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A prirmã mais linda do mundo, a minha, está lendo mais um livro de uma das melhores escritoras de todos os tempos: Jane Austen. (Somos suas fãs inveteradas, Jane.)
May, minha prima, me deu este presente: disse que Marianne sou eu.
Ainda não li Razão e Sensibilidade, apenas vi o filme. Com certeza, será um dos próximos.


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Eu e você - Elinor

quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Pinga, pinga

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Pinga, coração, pinga
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um pedaço - Sylvia Diez



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Na Casa das Rosas, Av. Paulista.
Até dia 27 de maio.

domingo, 22 de maio de 2011

Selinho...

Publicando o mimo que a Vivian do Sonhos Voadores concedeu ao blog. Obrigada, viu?!

"Este prêmio é distribuído ao 'blogueiro versátil', aquele que transpõe sua idiossincrasia, dando forma, sabor, experiência a um eu-lírico que clama por novos horizontes e desafios metamórficos."

As regras desse selo são:
1. Agradecer e linkar de volta o blogueiro que te enviou o prêmio.
2. Dividir 7 coisas sobre você.
3. Premiar outros 5 a 15 blogueiros.
4. Entre em contato com esses blogueiros para avisar sobre os prêmios e para que eles levem o selo da versatilidade para seu blog e distribua a outros colegas blogueiros.


Sempre acho difícil esse negócio de listar. Quando não é pedido, a gente faz rapidinho. Agora, eu fico aqui pensando "o que eu vou falar?".

-. Amo teatro. Sim, para quem visita o blog há um tempo, isso é meio óbvio. Sabe quando você tem algo que não vive sem? Pois é. No meu caso é o teatro. Sou apaixonada mesmo.
-. Faço uma listinha de filmes que já vi desde criança. Pensei em falar: amo cinema! Mas ia ficar muito parecido. Lembrei dessa curiosidade básica, que representa a minha cinefilia. Há alguns anos, vi uma entrevista com um diretor de cinema (não lembro quem era), e ele dizia que tinha uma lista de filmes já visto, com comentários sobre cada um. Achei sensacional e comecei a minha. Porém, coloco uma nota de 0 a 5 - e não comentários.
-. Mania de lavar as mãos. Confessando aqui a minha "doença". Rs. Sério, preciso sempre lavar as mãos. Não é nada muito exagerado, mas depois que pego em dinheiro, ou saio do metrô, não gosto de tocar em nada antes do maravilhoso jorro de água com sabonete...
-. Preciso ler um livro... Agora! Não posso ficar sem o "estou lendo livro X". Acabo um, tenho de começar outro. É como uma roupa: eu preciso estar sempre lendo algo, senão eu me sinto nua.
-. Conhecer todos os países. Sempre tive o sonho de conhecer todos os cantos do mundo e, principalmente, os países mais exóticos.
-. Ser jornalista. Outro sonho também - veio quando eu descobri que não era possível ser princesa como profissão. Rs. Eu tenho uma visão tão idealista do jornalismo, sabia?! Botei na minha cabeça que queria ser jornalista aos 7 anos de idade - vendo a Leilane no Bom Dia Brasil. E, hoje, cursando jornalismo, vejo que não poderia haver escolha mais certa.
-. ...

Apenas seis itens! E transgridirei as regras novamente deixando em aberto para os blogs que quiserem pegar e linkar o É como o vento...
Sintam-se à vontade.

Farewell,

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dos incômodos (Parte VI)

Passei um mês me questionando sobre a atitude de meu avô. Tentei relembrar, entre fatos do passado, alguma situação que tivesse sido a causa para sua saída de casa. Porém, não encontrei.

Nos primeiros dias, depois daquele encontro com Dona Pietra, tive uma vontade imensa de visitar Seu Genaro. No entanto, optei por não ir. Também não falei com ele naquele dia em que o vi tranquilamente no asilo. Foi nosso último encontro.
Confesso que estou me sentindo muito melhor. Tenho a sensação de que uma ferida, há muito tempo aberta, esteja finalmente cicatrizando. Embora, que nesse processo, também haja um pouco de dor.

Hoje, 30 de setembro de 1992, leio no jornal:
“Vitória da Democracia. Impeachment! Presidente respeita o resultado e Itamar assume hoje”.

A ferida do país também estava em fase de cicatrização.


FIM

terça-feira, 17 de maio de 2011

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Do melhor filme, do melhor filme, do melhor filme...

domingo, 15 de maio de 2011

Dos incômodos (Parte V)

Meu avô estava em um asilo. Sim, asilo. Era um imenso portão azul. Asilo. Não precisei nem atravessar a rua. Da calçada em que me encontrava, via meu avô. Ele estava sentado, com as pernas estiradas em um banquinho, lendo um livro. Bebia algum suco e escrevia algo em um caderno.

Se eu estivesse com ele, saberia o que estava bebendo e o que estava anotando de tão importante. Mas eu não estava. Por algum motivo maior, que eu não sei qual, e que, se soubesse, não sei se entenderia, ele escolheu ficar longe.

Tão lúcido, tão jovem, meu avô preferiu se exilar do mundo. Ele escolheu ficar atrás de um imenso portão azul e não contar para ninguém.

Aparentemente, ele estava bem. Nem a seu estado emocional eu tinha mais acesso. Ao mesmo tempo em que estava triste com essa decisão dele, eu estava feliz só de vê-lo tranqüilo.

Será que ele imaginava que nesse exato momento eu estava do outro lado da rua, olhando para ele?

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Untitled

Se eu te acho se.
Se eu te gosto se.
Se eu te fico se.
Se eu te encontro se.
Se eu te namoro se.
Se eu te choro se.
Se eu te caso se.
Se eu te tenho se.
Você me ama assim?

[eu sendo]

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe de jornalista

Desilusões Perdidas

Mãe de jornalista é mais preocupada do que todas as outras mães preocupadas do mundo. Meu filho, se for pro morro cobrir guerra entre polícia e traficante, não esquece de levar o colete à prova de balas, tá me ouvindo? Não quero filho meu pegando bala perdida por aí. Mamãe deixou o colete arrumadinho lá na sua cama.

Mãe de jornalista não tem noção da rotina do filho. Não, mãe, eu não tô na farra. Tô no pescoção, mãe. Isso, mãe, pescoção é trabalho. Pois é, mãe, jornalista trabalha até essa hora. Então, mãe, também não vai dar pra almoçar com a senhora no domingo. Vou estar de plantão. Por favor, mãe, não chora. Mãe?
Mãe de jornalista não entende o visual desleixado do filho. Há quantos anos você usa essa calça? E esse All Star todo sujo? A barba, meu filho, faz a barba! Parece um mendigo!

Mãe de jornalista adora comparar a filha jornalista com o filho médico. Você poderia muito bem ter feito como o seu irmão, o Pedro Paulo, e seguido a profissão do seu pai. Filha, aquele consultório o seu pai construiu pra deixar pra vocês dois! Ainda dá tempo de mudar, filha! Esquece essa coisa de lutar por um mundo melhor e faz como o Pedro Paulo.

Mãe de jornalista também tem orgulho da filha. Recorta tudo que é matéria publicada no jornal. Coleciona, mostra pra família, pras amigas invejosas. Ou fica sentadinha na frente da TV, joelhos colados, mãos sobre as coxas. Não perde um instante da entrevista da filha, com não sei quem, sobre sei lá o quê. Pela tela, faz cafuné na cabeça da moça. Os olhos num aguaceiro só.

Por Duda Rangel.

2x Leo Medeiros




Cabra-cega e Não por acaso.

sábado, 7 de maio de 2011

Dos incômodos (Parte IV)

Passamos pela Álvares Penteado, pela Quintino Bocaiúva, pela José Bonifácio. Agora eu já não sabia o nome da rua em que estava. O centro cinza cobria-se com rostos coloridos e camisetas pretas: de luto. Era tanto barulho, que eu mal conseguia ouvir o que falavam os meus amigos do meu lado. “NÃO VOTEI NELLE”, dizia meu cartaz. (Não havia votado mesmo.) “O BRASIL EXIGE DIGNIDADE”, carregava Carlinhos.

Estávamos na Rua Direita, seguindo para a Praça do Patriarca, quando encontrei, fruto do acaso, Dona Pietra, uma antiga amiga de meu avô. Eles eram bem próximos. Se existia alguém que sabia mais segredos de meu avô do que eu, era ela. Os dois sempre conversavam durante horas no portão de casa e também na padaria da esquina. Sempre sozinhos.

Obedecendo ao impulso, e ao que era mais lógico, me dirigi a ela. Precisava aproveitar a oportunidade. E foi ela quem começou.
- Lara, querida, como está? – pergunta retórica. Com tanta gente nas ruas, entramos em um bar.

- Bem e a senhora?

- Também, querida – respondeu fazendo um carinho em meu rosto – À procura de alguém?

Mais do que eu tentando descobrir algo, parecia que Dona Pietra queria falar.

- Sim. Meu avô – fui direta. – A senhora sabe onde ele está, não? – pausei. Ela não respondeu. Continuei – Já não agüento mais ficar sem notícias. Ninguém na minha casa fala nada. E chego até a acreditar que minha mãe não sabe.

- Sua mãe realmente não sabe de nada, querida. Olhe, - retirou de sua bolsa marrom um pequeno papel e uma caneta – vá até esse endereço – disse enquanto escrevia.

Obedecendo a outro impulso, o que fiz foi pegar o papelzinho, agradecer Dona Pietra e sair o mais rápido possível daquele lugar. Era a oportunidade que eu ansiava por todos esses meses. Não poderia perdê-la.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

No Falhosofias

http://falhosofias.wordpress.com/2011/05/04/quanto-tempo-o-tempo-tem-bau-da-mi-do-gu-e-da-mari/

Acabo de postar um texto sobre o Tempo. Na verdade, esse foi o assunto principal, mas, durante a conversa, fomos (eu, Mariana e Gustavo) nos enveredando por diversos caminhos.
Passei aqui para dividi-lo com vocês.
Aliás, esse blog é feito pela nossa classe para a disciplina de filosofia. Aula da Marcia Tiburi.


Até mais,
MB.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Arena / 1926 - 2011


Não tem sensação mais estranha que essa. Ontem eu fui ver a peça, e ver também um dos mitos dos livros de teatro brasileiro. Há muito tempo desejei conhecê-lo. Eis que realizo essa minha vontade. Hoje, durante a aula, planejo, com um amigo, ver a peça de novo. Com você. Chego em casa. Meu pai: - Você viu quem faleceu hoje? O Zé Renato... De ontem.
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Obrigada. Sinceramente, obrigada por me deixar vê-lo no palco. Obrigada por ontem ter sido tão inesquecível para mim.

domingo, 1 de maio de 2011

Dos incômodos (Parte III)

A verdade é que as coisas não estavam indo muito bem em casa. Meu pai cada dia mais nervoso pelas dificuldades financeiras que enfrentávamos. E minha mãe mais chateada pelo nervosismo de meu pai.
Além disso, notei que mamãe estava se desentendendo muito com seu pai. Ela, que sempre fora paciente com Seu Genaro, agora não dispunha de mais tempo para conversas e só fazia reclamar o tempo todo. Um dia, escutei uma discussão entre ela e meu avô. Este dizia que algo “era besteira”, no qual ela respondeu que ele era “uma péssima influência para minha filha”. No caso, eu. Não sei do que falavam.

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- Planeta Terra chamando Lara Capelano. Alô?

- Oi, Padilha - Mauro, um colega de outra classe, tirou-me dos devaneios.

- Ih! Está quieta hoje, Larinha. Sério, se for por causa da passeata... – mexeu nos cabelos negros, ajeitou os óculos milimetricamente em seu nariz e me olhou, como quem pedia para que eu continuasse.

- Não. Não. Eu vou. Já avisei para o Carlinhos. Além do mais – abaixei-me e tirei da mochila – “70% acham que o Congresso deve aprovar o impeachment de Collor”, diz a Folha de S. Paulo de hoje. Olhe, 16 de agosto.

- Se você não quiser ir, não precisa. Já sabe disso – piscou para mim – Nos encontraremos no portão do colégio na saída. Até mais.

Ele fora sincero. Nesses 11 meses sem meu avô, dos quais eu não havia superado nada, meu colega Mauro fora o que mais havia me ouvido e me dado conselhos.
Assim como meus amigos, eu ia para a passeata novamente. Meu avô, se estivesse aqui comigo, ativista político do jeito que era, iria com certeza. Além do mais, eu adorava esse movimento de pintar os rostos. Divertia-me muito me mascarar e ir para o meio da multidão.

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