Primeiro amor,
Samuel Beckett - Mais conhecido por peças de teatro, este Becktt se trata, no entanto, de um texto narrativo. Na verdade, é tão pequenino que parece mais um conto.
O nome é para ser desconsiderado se a expectativa for uma doce novela romântica. A narrativa é um pouco perturbada; primeiro amor um tanto angustiante. Claro que primeiros amores são verdadeiras centopeias em marcha (e dando nós, alternando velocidades) dentro da gente. Porém, no livro, não se sabe se o narrador - sem nome - é uma vítima ou um sujeito cheio de maldades.
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Só para mulheres,
Clarice Lispector - Só porque Clarice lê minha alma - e lê as tensões e paixões de 10 entre 10 garotas -, não creio que a autora seja só para mulheres... Não é.
Esse livro, entretanto, é uma coleânea de
conselhos,
receitas e
segredos (nomes dos capítulos) publicados por seus pseudônimos femininos:
Tereza Quadros (Comício),
Helen Palmer (Correio da Manhã) e
Ilka Soares (Diário da Noite).
Sabe o que notamos durante a leitura? Que
nós,
queridas, não mudamos nada.
Muito rápido de ser lido e bem divertido.
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Salesópolis - Fui pular carnaval na nascente do Rio Tietê.
Juro.
Com meu pai em casa, sendo dois sedentos por aventuras, resolvemos (de repente) ir ao Parque Nascente, que fica em Salesópolis, depois de Mogi das Cruzes, quase em Paraibúna... Uns 100 km da capital.
Quando da minha 4ª série, fui apresentar uma peça de teatro lá na Estação da Sabesp. Cresci com a impressão, não sei porquê, de que havia conhecido a nascente. (Foi o moço que comentou, na época, que o berço do Tietê era lá. Fiquei com a sensação de tê-lo conhecido.)
O parque é pequenino, tem uma trilha menor, a média e a grande. Todas chegam (é o propósito inicial) à nascente.
Lá você encontra informações sobre a história do rio, o descobrimento da nascente, a quantidade de água que jorra por hora e muitas dicas de preservação ambiental (mais voltadas para as crianças).
E mais: para saber se a água que você está prestes a beber é potável, é só ver se você acha a...
aranha d'água nela! Se tem
esta aranha (o moço disse), pode beber!
Um verdadeiro indicador natural.
Nunca pensei que, perdida em uma selva/mata/floresta, fosse depender de um ser cheio de ventosas. Apesar de gracinha, não gosto de aracnídeos.
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The Hours,
Stephen Daldry - Céus, não sei o que falar. O filme é excelente e deve ser visto.
Talvez não tenha conseguido lhe convencer com essa falta de argumentos. Hum... Falar que a Nicole Kidman ganhou o Oscar por ele também não adianta, não é?! O Oscar pouco serve como avaliação, e vitrine, de filmes excelentes. Muitos
ótimos não foram premiados. Tem aquela frase sobre a previsibilidade da academia.
Lálálá. Verdade.
Enfim, ela ganhou o prêmio. Ah! Tem a Meryl Streep sensacional!
Três mulheres - soma-se a Julianne Moore às outras duas - em diferentes épocas. Virgínia Woolf (Nic. K.) escrevendo
Mrs. Dalloway, Laura Brown lendo Mrs. Dalloway e Clarissa Vaughn (Streep) sendo a personagem.
O filme é cheio de simbolismo, visualmente perfeito e
muito "íntimo". Você vive a angústia das três. Todas num iminente suicídio - mesmo que psicológico.
Mais: Ed Harris. Pois é.
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Fargo,
Joel Cohen - Filme dos irmãos Cohen. "Comédia dos erros", como estava na capa, aliado ao gênero "Drama". Perfeita descrição -
estilo cohen.
Trata-se de uma história real, de 1987, sobre um sequestro que acaba muito mal.
Rápido, engraçado - diversas vezes e por nenhuma piada intencional - e original.
Trash.
Gostei. Entretanto, achei o Oscar de Melhor Atriz para Frances McDormand totalmente questionável. Falei com um amigo meu - outro cinéfilo -, e ele disse que também achou isso no começo. Falou para assistir de novo. Assistirei.
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