Não acho que se deva desperdiçar amores. Na verdade, penso que devemos colecioná-los. Até aqueles mal-amados são amores.
Pegarei os caídos e debilitados. Quero os jogados e abandonados. E quererei os cambaleantes pelas ruas e avenidas. Não desperdicemos amores. Cuidemos dos sofridos e solitários.
Não busco amores perfeitos e completos. Incessante é a minha procura pelos necessitados e/ou maltratados.
Ah! Sempre recolho paixões em sorrisos por aí. Sejam eles para mim ou não. Acho-os belos.
Não desperdicemos amores, enfatizo.
Há tantos em nossos caminhos... Não chutemos, não são pedras.
Amo tanto... tant... tan... ta... tã... tão... intensamente. "Hei de morrer de amar mais do que pude."
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Envolta por
Etérea. Bela e complacente. Não sei dizer quais foram suas histórias, seus dilemas, problemas, tormentos e ações. O que fez da vida? O que faltou fazer?
Se a imagem fora distorcida, também não sei.
Mas o homem de terno preto, caminhando pela galeria, decidiu observá-la por mais de vinte minutos. O seu rosto, aquele seu sorriso tímido e olhos genuínos. Posso presumir que suas vistas partiam dos cabelos displicentemente (suponho) jogados ao vento, depois caminhavam pelos contornos delicados da face e se quedavam um grande tempo nos lábios avermelhados (envergonhados).
Tudo clamava por atenção na sua imagem, mulher - fala minha; fala do homem.
O visitante da exposição, durante os dezquinzevinte minutos, caiu em uma grande vertigem. Em seu mundo, loucamente buscou por você. (Isso, ambiguidade!) Ele lhe conheceu ali e lhe quis por um dia de vida inteira.
Ele estava atônito, é verdade. Daí, houve um clarão. Para mim, foi o fluxo de pensamentos. Para o moço da porta, foi a luz do local. Para ele, você.
O homem, por fim, no ápice do sentir, se distanciou da moldura e seguiu seu caminho.
- Mulher, estou aqui para entender e verificar se você notou o que aconteceu? Sim, também estou conversando com você, claro.
Como foi ser fruto de uma paixão tão grande e completamente manifestada por olhares tão calorosos?
Já havia dito, eu não lhe conheço. Mas agora eu sei porquê você está aqui.
Só para ser amada, mais nada.
Preciso confessar-lhe a enorme inveja que me acomete. Percebo, porém, a mudança em sua expressão. Você sentiu, não?! Esse amor tão louco e tão verdadeiro!
Ele amou muito você, moça do quadro.
Se a imagem fora distorcida, também não sei.
Mas o homem de terno preto, caminhando pela galeria, decidiu observá-la por mais de vinte minutos. O seu rosto, aquele seu sorriso tímido e olhos genuínos. Posso presumir que suas vistas partiam dos cabelos displicentemente (suponho) jogados ao vento, depois caminhavam pelos contornos delicados da face e se quedavam um grande tempo nos lábios avermelhados (envergonhados).
Tudo clamava por atenção na sua imagem, mulher - fala minha; fala do homem.
O visitante da exposição, durante os dezquinzevinte minutos, caiu em uma grande vertigem. Em seu mundo, loucamente buscou por você. (Isso, ambiguidade!) Ele lhe conheceu ali e lhe quis por um dia de vida inteira.
Ele estava atônito, é verdade. Daí, houve um clarão. Para mim, foi o fluxo de pensamentos. Para o moço da porta, foi a luz do local. Para ele, você.
O homem, por fim, no ápice do sentir, se distanciou da moldura e seguiu seu caminho.
- Mulher, estou aqui para entender e verificar se você notou o que aconteceu? Sim, também estou conversando com você, claro.
Como foi ser fruto de uma paixão tão grande e completamente manifestada por olhares tão calorosos?
Já havia dito, eu não lhe conheço. Mas agora eu sei porquê você está aqui.
Só para ser amada, mais nada.
Preciso confessar-lhe a enorme inveja que me acomete. Percebo, porém, a mudança em sua expressão. Você sentiu, não?! Esse amor tão louco e tão verdadeiro!
Ele amou muito você, moça do quadro.
[MB]
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Devaneios
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
23h32
Não sei porquê você resolveu mudar de estrada, visto que nossas mãos só se desenlaçaram. Queria poder ainda olhar para o lado e lhe ver ali ou, melhor, aqui.
Será que você sabe o que eu ainda penso e como estou?
Mesmo que saiba, dói imaginar a negativa; que você não faz menção disso.
Hoje, depois de um alvoroço repentino, reparei que nunca tive vontade de trocar a senha. Isso, simbolicamente, poderia significar que você ainda possui, licitamente, algo de mim?
Bloqueou todos os caminhos para eu não conseguir retornar. Mas ainda carrego aquele pedacinho seu tão importante. E o melhor da gente, no coração.
Será que você sabe o que eu ainda penso e como estou?
Mesmo que saiba, dói imaginar a negativa; que você não faz menção disso.
Hoje, depois de um alvoroço repentino, reparei que nunca tive vontade de trocar a senha. Isso, simbolicamente, poderia significar que você ainda possui, licitamente, algo de mim?
Bloqueou todos os caminhos para eu não conseguir retornar. Mas ainda carrego aquele pedacinho seu tão importante. E o melhor da gente, no coração.
[MB]
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Para Carolina
LUÍS CLÁUDIO JOVEM
É a minha última cena, minha cena de despedida. Você me beija e eu vou embora e saio do seu filme para sempre.
(...)
LUÍS CLÁUDIO JOVEM
Que tempo é esse capaz de mandar no meu amor? Não existe esse. Tá pra nascer esse espaço de tempo que vai me impedir de enxergar o que eu vejo, de desejar o que eu quero e de amar o que eu sinto.
É a minha última cena, minha cena de despedida. Você me beija e eu vou embora e saio do seu filme para sempre.
(...)
LUÍS CLÁUDIO JOVEM
Que tempo é esse capaz de mandar no meu amor? Não existe esse. Tá pra nascer esse espaço de tempo que vai me impedir de enxergar o que eu vejo, de desejar o que eu quero e de amar o que eu sinto.
A DONA DA HISTÓRIA
Roteiro de João Falcão, João Emanuel Carneiro e Daniel Filho.
Peça de João Falcão.
(Cadê meu Luís Cláudio?)
domingo, 17 de outubro de 2010
Sobre a paixão
"O amor pode até doer. Mas a paixão é um analgésico poderoso, conclui um estudo feito pela Universidade de Stanford (EUA)".
"Os alunos eram estimulados a olhar fotos das pessoas por quem estavam apaixonados, enquanto um aparelho térmico causava dores nas palmas de suas mãos. Eles sentiam menos dor quando as imagens eram exibidas".
"(...) a paixão libera dopamina, neurotransmissor que dá sensação de bem-estar (...)".
"Ficamos obcecados pela pessoa amada como um viciado fica pela droga (...)".
"Formas simples de incentivar a afetividade, como um toque de mãos com a pessoa amada, podem ser tão eficazes quanto as medicações de controle da dor. A paixão é realmante um analgésico".
"Os alunos eram estimulados a olhar fotos das pessoas por quem estavam apaixonados, enquanto um aparelho térmico causava dores nas palmas de suas mãos. Eles sentiam menos dor quando as imagens eram exibidas".
"(...) a paixão libera dopamina, neurotransmissor que dá sensação de bem-estar (...)".
"Ficamos obcecados pela pessoa amada como um viciado fica pela droga (...)".
"Formas simples de incentivar a afetividade, como um toque de mãos com a pessoa amada, podem ser tão eficazes quanto as medicações de controle da dor. A paixão é realmante um analgésico".
Trechos da matéria "Paixão anestesia dor física, mostra estudo", por Guilherme Genestreti (Folha de S. Paulo).
Obrigada pelos lindos comentários. Responderei a todos!
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Paixão
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Phoebe in Wonderland
Miss Dodger (to Phoebe): At a certain part in your life, probably when too much of it has gone by, you will open your eyes and see yourself for who you are. Especially for everything that made you so different from all the awful normals. And you will say to yourself, "But I am this person". And in that statement, that correction, there will be a kind of love.
[MB]
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Cortando os pulsos...
Depois de tudo, a gente não sabe como falar. Tentei escrever algo ontem, porém só conseguia pensar.
Pensar na peça, claro. No texto, nos atores (maravilhosos!), nas músicas, na sincronia, nos movimentos e, sobretudo, nos sentimentos.
Sentimentos meus que mesclaram-se aos deles; da Isabela, do Felipe e do Ricardo.
Eu me senti. Eu estava. E eu era. Foi como uma verdadeira catarse, apesar de quieta e atenta ao espetáculo, eu sentia meu estômago balançar, meus olhos lacrimejarem e minhas dores indo se comunicar com o palco. Com a luz; com o som.
Acho que todo mundo sai transformado, não?! Sai meio que libertado, ou talvez algemado, um tanto aliviado ou mais angustiado. Entretanto, sai sabendo que nem tudo é tão simples, e, os que já sabem disso, pensando que todos têm algum dilema também; pode ser no inconsciente, no coração e nos dois ao mesmo tempo.
Porque houve um cuidado tão bonito. Não sei se foi pensado ou natural - não que um exclua o outro, claro.
"Quero tanto, quero tanto, quero tanto você. Mar aberto, mar adentro, mar imenso, mar intenso sem cais". Isso (que ganhei assim que entrei no auditório) já mexeu comigo de alguma maneira. Não só pela música que estava tocando junto ou pelo Victor Mendes que me entregou, rs.
Mas já mostrava que seria um espetáculo intimista. É, é essa a palavra.
Aí, durante, a gente se entrega, não é?! Vai indo... Todo mundo se descobrindo junto, através das três histórias interligadas.
Não poderia deixar de conferir. Não só por causa do elenco (Kauê Telloli, Mayara Constantino e Victor Mendes) ou da direção (Rafael Gomes). Mas porque acompanhei o blog desde o início, com uma curiosidade imensa e tremenda.
Um parabéns enorme ao Rafael Gomes, ao elenco, à cenografia, à iluminação (!); a todos.
Foi tão lindo.
"A gente sofre e acha que não faz ninguém sofrer. Que merda o Gabriel pensa que tá fazendo? Me mandou uma mensagem de texto dizendo “todo fim de amor é infinito”. Porra... Será que você não percebe que as flores do jardim da nossa casa já morreram todas de saudades de você?".
(Isabela externando, rs. MPCOP.)
Info.
Sesc Pinheiros
Música Para Cortar os Pulsos
Até 17/10.
Pensar na peça, claro. No texto, nos atores (maravilhosos!), nas músicas, na sincronia, nos movimentos e, sobretudo, nos sentimentos.
Sentimentos meus que mesclaram-se aos deles; da Isabela, do Felipe e do Ricardo.
Eu me senti. Eu estava. E eu era. Foi como uma verdadeira catarse, apesar de quieta e atenta ao espetáculo, eu sentia meu estômago balançar, meus olhos lacrimejarem e minhas dores indo se comunicar com o palco. Com a luz; com o som.
Acho que todo mundo sai transformado, não?! Sai meio que libertado, ou talvez algemado, um tanto aliviado ou mais angustiado. Entretanto, sai sabendo que nem tudo é tão simples, e, os que já sabem disso, pensando que todos têm algum dilema também; pode ser no inconsciente, no coração e nos dois ao mesmo tempo.
Porque houve um cuidado tão bonito. Não sei se foi pensado ou natural - não que um exclua o outro, claro.
"Quero tanto, quero tanto, quero tanto você. Mar aberto, mar adentro, mar imenso, mar intenso sem cais". Isso (que ganhei assim que entrei no auditório) já mexeu comigo de alguma maneira. Não só pela música que estava tocando junto ou pelo Victor Mendes que me entregou, rs.
Mas já mostrava que seria um espetáculo intimista. É, é essa a palavra.
Aí, durante, a gente se entrega, não é?! Vai indo... Todo mundo se descobrindo junto, através das três histórias interligadas.
Vocês, por mim
Não poderia deixar de conferir. Não só por causa do elenco (Kauê Telloli, Mayara Constantino e Victor Mendes) ou da direção (Rafael Gomes). Mas porque acompanhei o blog desde o início, com uma curiosidade imensa e tremenda.
Um parabéns enorme ao Rafael Gomes, ao elenco, à cenografia, à iluminação (!); a todos.
Foi tão lindo.
"A gente sofre e acha que não faz ninguém sofrer. Que merda o Gabriel pensa que tá fazendo? Me mandou uma mensagem de texto dizendo “todo fim de amor é infinito”. Porra... Será que você não percebe que as flores do jardim da nossa casa já morreram todas de saudades de você?".
(Isabela externando, rs. MPCOP.)
Obrigada,
Milena Buarque.
PS: Estarei lá outra vez. Ainda mais depois do tweet. ;)
Info.
Sesc Pinheiros
Música Para Cortar os Pulsos
Até 17/10.
domingo, 10 de outubro de 2010
Chico, açúcar, Nara, afeto
Preparando-me para a peça...
Esta música é definitivamente de cortar os pulsos. (@musicapracortar)
Um ótimo domingo, galera.
Obrigada pelos comentários lindos e e-mails. Responderei todos.
Beijo,
Eu.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Por retinas não tão fatigadas
Só porque não é sempre que consigo a proeza de converter tudo o que sinto em palavras - demasidamente limitadas, em suma -, você não precisa fingir que não sabe o motivo de toda essa inquietação minha.
Recorra aos meus olhos, apague o resto. Se não obtiver êxito, separe os meus lábios e observe-os.
Não fora bem sucedido nesta? Pegue nas mãos gélidas que não conseguem repousar nem por uma fração de segundo.
Tratam-se de análises sintomáticas, devido a um deficit vocabular?
Eu simplesmente considero-as a maneira mais primitiva, bela e pura na demonstração de um afeto.
Pequeno ou grande, geralmente não cabe em palavras.
Muito menos nesse amontoado aqui depositado.
Observe. Só observe.
Recorra aos meus olhos, apague o resto. Se não obtiver êxito, separe os meus lábios e observe-os.
Não fora bem sucedido nesta? Pegue nas mãos gélidas que não conseguem repousar nem por uma fração de segundo.
Tratam-se de análises sintomáticas, devido a um deficit vocabular?
Eu simplesmente considero-as a maneira mais primitiva, bela e pura na demonstração de um afeto.
Pequeno ou grande, geralmente não cabe em palavras.
Muito menos nesse amontoado aqui depositado.
Observe. Só observe.
[eu supostamente a você]
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Buarque
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Keira? Keira!
Fotos novas da Fashion Week de Paris saíram (no Just Jared, he), e eu acabo de ficar totalmente surpresa: cabelo novo da Keira!
Estando online, tive que dividir isso. Todos sabem o quanto eu a admiro. E a razão do post não é nem por cabelo curto (na altura dos ombros, na verdade) ser tendência agora. Rs.
Ela ficou linda; mais britânica e com um quê de francesa.
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Dispensável,
Keira,
Modices
O abusado da rota
Opa! Criarei uma caixinha de eventos inesquecíveis...
Caco estará lá dentro, claro.
Foi demais! Palestra das 18h20 às 21h. Excelente!
Estava na segunda fileira, bem no meio...
Fotos logo mais...
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Samba - 30/10
"Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
(...)"
Vinícius, o Poetinha.
"M: O samba, lembra-se dele?
G: Era aquele ritmo sincopado, de andamento puladinho ou arrastado?
M: Que os antigos cantavam e dançavam com tanto amor.
(...)"
Ruy Castro, "Tempestade de Ritmos".
E ela trouxe o Carnaval...
Registros oculares de Mariana Ramalho.
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